Nascido em Fortaleza, Ceará (1977), Marcos Barbosa formou-se em dramaturgia pelo Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará, em 2000. Entre as peças desenvolvidas por Barbosa durante sua formação no Colégio de Dramaturgia estão “Os Sinos” (Prêmio Oficina do Autor, 1997) e “Braseiro” (Prêmio Lourdes Ramalho, 2000).
Radicado em Salvador, Bahia, Marcos Barbosa é, desde 2005, Professor de Dramaturgia e Teoria do Teatro da Escola de Teatro da UFBA - instituição na qual se graduou mestre em artes cênicas, no ano de 2003, pelo Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, com a elaboração de “Curral Grande”, uma peça-dissertação abordando o isolamento de flagelados em campos de concentração, no Ceará, durante a seca de 1932; sob a orientação de Cleise Furtado Mendes. Também pelo PPGAC-UFBA (e ainda sob a orientação de Cleise Furtado Mendes), Barbosa concluiu seu doutorado em 2008, com um estudo acerca do verso dramático de William Shakespeare, que inclui uma tradução original, em verso, de “Ricardo III”.
Integra ainda a formação em dramaturgia de Marcos Barbosa sua passagem, em 2002, pela residência internacional do Royal Court Theatre, de Londres, como bolsista do British Council de São Paulo. Nesse mesmo teatro, Barbosa teve encenados, em 2004, dois de seus textos: “Quase Nada” e “À Mesa”, com direção de Roxana Silbert e tradução de Mark O’Thomas. Encenações internacionais recentes de textos de Marcos Barbosa incluem, entre outros, a montagem de “À Mesa” pelo Lamicro Theatre de Nova Iorque (2006) e “Brincando nos Campos de Harold Pinter”, pelos Artistas Unidos de Lisboa (2005), além de outras encenações, leituras dramatizadas e montagens amadoras nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Itália.
Entre as qualificações pelo trabalho dramatúrgico de Marcos Barbosa estão o Prêmio Carlos Carvalho (Porto Alegre, 2005), por “Avental Todo Sujo de Ovo”; o Prêmio Braskem de Teatro (Salvador, 2004), por “Auto de Angicos” e o Prêmio Paulo Pontes (João Pessoa, 2001), por “Minha Irmã”.
(2003). Na madrugada de 28 de julho de 1938, Virgolino Lampião e Maria Bonita atravessam a memória do cangaço e os sonhos do futuro, sem saberem que já estão sob o cerco da volante que em breve chacinará o bando. Dois personagens: Virgolino e Maria. Prêmio Braskem, 2004.
(2005). Depois de passar quase duas décadas desaparecido, o garoto Moacir volta para a casa dos pais, mas agora o menino se tornou uma mulher. Quatro personagens: Alzira, Noélia, Antero e Moacir. Prêmio Carlos Carvalho, 2005.
(1999). Uma família de pequenos sitiantes precisa decidir entre colocar a própria vida em risco e salvar um dos filhos ameaçado de morte. Quatro personagens: Pai, Filho, Avó e Mãe. Prêmio Lourdes Ramalho, 2000.
(2004). Esquete teatral escrito a convite dos Artistas Unidos de Lisboa para compor o espetáculo-homenagem “Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices”, inspirado no universo ficcional do dramaturgo inglês Harold Pinter. Quatro personagens: Homem, Mulher, Chefe da Polícia Secreta e Garoto.
(2003). Drama histórico. Cenas dos isolamentos comandados pelo governo do Ceará durante a Seca de 1932 para impedir a chegada de retirantes ao centro urbano de Fortaleza. Vários personagens.
(2001). Adaptação da rapsódia “Macunaíma”, de Mario de Andrade. Vários personagens.
(2001). Enquanto esperam nascer o sol, duas irmãs isoladas em um pequeno apartamento põem à prova a possibilidade de convivência, agora ameaçada pelo retorno de um homem e pelo aflorar da mágoa e do amor acumulados por anos a fio. Duas personagens: Amália e Emília. Prêmio Paulo Pontes, 2001.
(2002). O assassinato de um menino e as tramas da violência na cidade aproximam um casal de alta classe, uma mulher de pouca reputação e um matador. Quatro personagens: Sara, Antônio, Vânia e César.
“Avental Todo Sujo de Ovo”
5. Concurso Nacional de Dramaturgia: Prêmio Carlos Carvalho. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal de Cultura, 2006.
“Brincando nos Campos de Harold Pinter”
PINTER, Harold et alii. Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices. Lisboa: Artistas Unidos / Teatro Nacional D. Maria II / Livros Cotovia, 2005. ISBN 972-99450-7-1 (www.livroscotovia.pt)
“Quase Nada / À Mesa”
BARBOSA, Marcos. Almost Nothing / At the Table: Two Plays by Marcos Barbosa, tradução para o inglês de Mark O’Thomas. Londres: Nick Hern Books, 2004. ISBN 1-85459-790-6 (www.nickhernbooks.co.uk)
“Auto de Angicos”
Lampião e Maria Bonita. Salvador: Da Rin Produções, 2003. (programa da peça, brochura)
“Minha Irmã”
Prêmio Paulo Pontes: I Concurso Nacional de Textos Teatrais Inéditos. João Pessoa: Editora Universitária - UFPB, 2001.
Avental Todo Sujo de Ovo (2005), Juazeiro do Norte - CE, Grupo Ninho de Teatro, direção de Jânio Tavares. Maio de 2009.
2008
Quase Nada (2002), Roma - Itália (Teatro Palladium / Teatro di Torbellamonica), Festival Shermo/Scena, direção teatral de Ennio Coltorti, versão audiovisual de Andres Arce Maldonado e Domênico Polidoro; tradução de Letizia Russo (título em italiano: Niente, quasi). 22 a 27 de janeiro / 17 de março.
Curral Grande (2003), Fortaleza - CE, Curso de Arte e Dramática da Universidade Federal do Ceará, direção de Joca Andrade. Setembro e Outubro de 2008.
Policarmo Quaresma (2008), Salvador - BA, Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves, direção de Luiz Marfuz.
Larilará Macunaima Saravá! (2001), Salvador - BA, direção de Hebe Alves. 12 a 20 de julho de 2008.
2007
Auto de Angicos (2003), Rio de Janeiro – RJ, direção de Amir Haddad.
Minha Irmã (2001), Salvador - BA, direção de Sandra Villa.
Avental Todo Sujo de Ovo (2005), Cubatão – SP (Bloco Cultural de Cubatão) e São Paulo – SP (Centro Cultural Banco do Brasil), Projeto Dramaturgias CCBB, direção de Antônio do Valle. 25 e 26 de setembro de 2007.
Quase Nada / À Mesa (2002/2003), Marietta, Ohio – Estados Unidos, Theatre at Marietta College (Studio), direção de Nicholas Gehlfuss e tradução de Mark O’Thomas (títulos em inglês: Almost Nothing / At The Table). Novembro e Dezembro de 2007.
Avental Todo Sujo de Ovo (2005), Salvador – BA, Sala do Coro do Teatro Castro Alves, Festival Camundongo, direção de Fábio Nieto. Junho de 2007.
2006
Os Sinos (1996), Fortaleza – CE, direção de Carlos Henrique Castro.
Quase Nada (2002), São Paulo – SP, Sala Experimental do Teatro Augusta, pelo grupo Cia dos 7, direção de Alain Brum. Dezembro de 2006.
À Mesa (2003), Nova Iorque – Estados Unidos, Lamicro Theater, direção de Pietro Gonzáles e tradução de Mark O’Thomas (título em inglês: At The Table). 19 a 29 de outubro de 2006.
Quase Nada (2002), Londres – Inglaterra, Hen and Chickens Theatre, pelo grupo Beneath the Skin, direção de Caroline Ross e tradução de Mark O’Thomas (título em inglês: Almost Nothing). 14 a 18 de março de 2006.
2005
Quase Nada (2002), Milão – Itália, Piccolo Teatro di Milano / Centro Nazionale di Dramaturgia Contemporanea, mise-en-espace integrando a programação do festival Tramedautore, tradução de Letizia Russo (título em italiano: Niente, Quasi). 10 e 11 de setembro de 2005.
Quase Nada (2002), Londres – Inglaterra, The Academy of Live and Recorded Arts, espetáculo de conclusão de curso, direção de Raz Shaw e tradução de Mark O’Thomas (título em inglês: Almost Nothing).
Brincando nos Campos de Harold Pinter (2004), Lisboa – Portugal, Texto curto inserido no projeto Conferência de Imprensa e outras Aldrabices, espetáculo em homenagem ao dramaturgo Harold Pinter, Artistas Unidos, direção de Jorge Silva Melo.
Braseiro (1999), Salvador – BA, direção de Felipe Assis, com passagem pela Semaine Culturelle de l’Université la Rochelle, Ville de la Rochelle – França, abril de 2005.
2004
Quase Nada (2002), Florença – Itália, Teatro della Limonaia, mise-en-espace integrando a programação do festival Intercity São Paulo, direção de Pietro Bontempo e tradução de Letizia Russo (título em italiano: Niente, Quasi). .
Quase Nada / À Mesa (2002/2003), Londres – Reino Unido, Royal Court Theatre, direção de Roxana Silbert e tradução de Mark O’Thomas (títulos em inglês: Almost Nothing / At The Table).
2003
Braseiro (1999), São Paulo – SP, integrando a Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI (encenado juntamente com Coiteiros das Paixões, de Luís Felipe Botelho), direção de Débora Dubois.
A Lenda do Amor Perfeito de Yolanda e Bode Yoyô (2000), Nova Olinda – CE, Grupo Raízes, direção de Luciano Brito.
Auto de Angicos (2003), Salvador – BA, direção de Elisa Mendes.
Quase Nada (2002), São Paulo – SP, Centro Cultural SESI (encenado juntamente com Distante, tradução de Aimar Labaki para o texto Far Away, de Caryl Churchill), direção de Roberto Lage.
Larilará Macunaíma Saravá! (2001), Fortaleza – CE, adaptação da rapsódia Macunaíma, de Mário de Andrade, escrita especialmente para o Grupo de Teatro Expressões Humanas, direção de Herê Aquino.
Minha Irmã (2001), Fortaleza – CE, Trupe ‘Caba de Chegar de Teatro, direção de Pedro Domingues.
Braseiro / Quase Nada (1999/2002), Londres – Reino Unido, Leituras dramatizadas integrando o evento New Plays from Brazil, do Royal Court Theatre, direção de Joseph Hill-Gibbins e traduções de Paul Heritage / Mark O’Thomas (títulos em inglês: Brazier / Almost Nothing).
2002
Quase Três (2002), Londres – Reino Unido, Leitura dramatizada de texto curto, escrito a convite do Royal Court Theatre para representar o Brasil no projeto Focus on South America, direção de Roxana Silbert e tradução de Mark O’Thomas (título em inglês: Almost Three).
2000
Braseiro (1999), Fortaleza – CE, texto de conclusão do curso de dramaturgia do Instituto Dragão do Mar (orientação de Cleise Furtado Mendes), Grupo Armazém de Teatro, direção de Artur Guedes.
1998
Os Sinos (1996), Fortaleza – CE, Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar, direção de Francisco Wellington Júnior.
Tititi Popopó (1997), Fortaleza – CE, texto de conclusão do primeiro módulo do curso de dramaturgia do Instituto Dragão do Mar (orientação de Antônio Mercado), Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar, direção de Augusto Gigli.